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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Sobre gerenciamento de tempo, querer fazer muito de uma vez, prioridades, e aceitar o flop

C'est fini! Ou praticamente. 2015 chega ao seu fim, e com ele a possibilidade de eu conseguir finalizar meu desafio literário. Ou de ter pelo menos um post por mês no blog. Pois é, não deu. De novo. 
Logo no começo eu falei sobre minha bagunça organizada, que se estendia ao meu tempo. Mas as coisas não foram bem assim. No primeiro semestre até conseguir ir bem, mas no segundo... Eu acho que nem sei meu nome mais. E vamos falar a verdade... Que ideia péssima de inventar de fazer desafio literário no mesmo ano que tem que escrever uma dissertação. Achei que eu ia conseguir fazer tudo. Mas é aí que entram as prioridades... E no momento, a academia é prioridade. E pra piorar? Não gostei tanto desse esquema de ir lendo livros por categorias. Me senti presa. Alguns livros que eu fiquei com vontade de ler não se encaixavam em nenhuma, e alguns que coloquei nas categorias, não fiquei com vontade de ler nos momentos livres, e isso me atrapalhou.
De qualquer forma... Flopei. E eu aceitei isso há uns meses já. Aceitei que eu não consigo fazer tudo ao mesmo tempo. E que eu nem devo tentar. Aceitei que todas as minhas séries estão atrasadas. Aceitei que não completei o desafio. Aceitei que não consegui postar no blog o tanto quanto eu queria. Aceitei que eu tenho que conhecer os meus limites. Pelo menos eu tentei... De qualquer jeito, vou falar para vocês os livros que eu li e não fiz post aqui, mas sem falar categoria.

AMERICANAH - CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE




GAROTA EXEMPLAR - GILLIAN FLYNN




A HERDEIRA - KIERA CASS




COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ - JOJO MOYES




DARTH VADER E FILHO - JEFFREY BROWN




A PRINCESINHA DE VADER - JEFFREY BROWN



Feliz 2016 para todos! 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Desafio Literário 2015: Que Seja Escrito Por Uma Mulher: Eleanor & Park

Eu procurei Eleanor & Park para comprar por mais ou menos um ano, e eu nunca achei. Minha vontade de ler começou pelo Tumblr, e eu tinha me prometido que esse seria o primeiro livro da Rainbow Rowell que eu iria ler. Primeiro livro, porque eu já li um conto dela que está em outro livro. Enfim, procurei, procurei e não achei. Até que no começo de junho o e-book entrou em promoção na Amazon, e eu comprei e mandei para o meu Kindle sem nem pensar. E por um mês ele ficou lá, lindo no Kindle, me olhando, me questionando se nunca seria lido. Um dia eu estava meio a toa (sem poder), e tudo que eu tinha comigo era o Kindle. Comecei a ler Eleanor & Park, e quando percebi, dois dias depois, estava carregando o Kindle comigo para uma festa porque ele me dizia que só faltavam dez minutos para eu terminar a leitura. 


Eleanor e Park são dois jovens de 16 anos que estudam na mesma escola, e sentam um ao lado do outro no ônibus, e cuja relação se desenvolve ao longo do ano escolar. Eleanor vem de uma casa complicada, pais separados, padastro completamente psicótico, e quatro irmãos mais novos. Já Park vem de uma família coreano-americana, com pais que se amam, e um irmão pra quem ele não liga muito.
A relação deles começa com quadrinhos, e passa para música, e aos poucos os dois vão se conhecendo melhor, e gostando cada vez mais do outro. Além das referências à cultura pop, e da óbvia história de amor, o livro trata de temas como bullying, auto-imagem, preconceitos, e problemas familiares.
Enquanto lia o livro, eu tinha certeza que estava lendo um dos melhores young-adult que já havia lido, a forma como Rainbow Rowell desenvolve a história e os personagens é excelente, fazendo você sentir as emoções deles, e trazendo lembranças de como é se apaixonar pela primeira vez (ou pelo menos achar que está apaixonado). Mas quando eu terminei a leitura, eu fiquei em dúvida se havia gostado tanto. O final não me convenceu a princípio, e eu fiquei com um pouco de raiva. Mas depois de pensar um pouco, ele foi excelente. Não havia outro modo de terminar a história de Eleanor e Park, e foi a coisa mais certa a se fazer por eles.
Como eu comecei a ler o livro sem pensar muito no Desafio, eu fiquei em dúvida de qual item riscar da lista. Pensei em ser o do "autor que você nunca tenha lido antes", mas eu já havia lido um trabalho da Rainbow Rowell antes. Então decidi que esse seria o do item "que seja escrito por uma mulher". Geralmente, eu leio mais livros escritos por mulheres, já que autoras femininas povoam as estantes de young-adult que eu tanto gosto, e Rainbow Rowell acaba de entrar para a minha lista de "autoras que eu preciso ler tudo". 


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Desafio Literário 2015: Que Já Tenha Te Feito Chorar: Um Dia

Amizade, amor, encontros e desencontros. Essa é a história de "Um Dia" de David Nicholls. Emma Morley e Dexter Mayhell se conhecem no dia em que os dois estão se formando na faculdade, e o que parecia ter sido apenas uma noite juntos, se desdobra ao longo de anos. 
A história é narrada em terceira pessoa, passando por diversos pontos de vista, mas, em sua maioria, nos de Emma e Dexter. Por vinte anos, vemos o que acontece a cada dia 15 de julho, dia de São Swithun. Passamos pelos vinte e poucos anos, e chegamos até os trinta e tantos anos dos personagens, observando as mudanças ocorridas em suas vidas, as dificuldades pelas quais passarão, as alegrias. O desenvolvimento dos personagens é primoroso, e, apesar de ter espaço para lacunas, nada parece sem explicação, mesmo que seja apenas nas entre-linhas. 
Outro ponto positivo do livro é que a história parece real. Nicholls não escreve nada fantasioso e absurdo, e em alguns momentos eu me peguei me identificando com algumas situações. No entanto, apesar de todo o realismo, eu não gostei do final, e o achei um pouco desnecessário.
Quanto aos personagens, eu me apaixonei por Emma logo no começo, e achei a jornada dela esperançosa. Já Dexter... Eu não gostei dele. Achei uma pessoa detestável na maioria das vezes, que não me inspirou nem um pouco de simpatia. 
Mas, afinal, por que o livro está riscando o item do choro? Bom, acho que isso é auto-explicativo. Eu chorei durante dois momentos distintos do livro, que eu não vou mencionar, porque spoilers. E acho que o choro me fez gostar mais do livro. Geralmente, eu gosto muito dos livros que me fazem chorar, porque eles me fazem sentir.


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Desafio Literário 2015: Uma Trilogia: Maze Runner

ALELUIA! Depois de TRÊS longos meses de trabalhos e correrias, eu consegui riscar mais um item do meu desafio literário, e não um item qualquer, mas aquele que abrangia o maior número de livros: o da trilogia. Logo que eu vi que um dos itens era esse, eu já decidi que iria ler Maze Runner. E antes que falem, eu sei que existem outros livros, mas essa é a série primária, com a história de Thomas e dos Clareanos. Os três livros são: Correr ou Morrer, Prova de Fogo, e A Cura Mortal. Li todos os livros no Kindle, o primeiro e o último em português, mas o segundo em inglês por motivo$ facilmente compreensívei$. Bom, vamos direto ao ponto: eu gostei, mas nem tanto. 
Em Correr ou Morrer foi difícil para mim de não lembrar do filme, e notar as diversas diferenças entre os dois. Ao fechar os olhos, eu enxergava a Clareira e o Labirinto do filme. Esse é um dos motivos que eu geralmente prefiro ler os livros antes de ver o filme, porque de uma maneira ou outra, eu acabo sendo influenciada. Quanto aos personagens, eu também acabei associando vários ao filme, e foi só lá pra frente que eu percebi que algumas características eram bem diferentes. Mas eu não posso reclamar do Dylan O'Brien aparecendo no meu cérebro o tempo todo. Mas, colocando o filme de lado, eu gostei do livro. A leitura foi tranquila, a história é boa e bem estruturada. Os personagens são fáceis de gostar e de se apegar. 
Já em Prova de Fogo eu tinha um pensamento constante: "VEI, O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI?" Porque juro pra vocês, eu não tava entendendo mais nada. Eu me sentia pior que os Clareanos sem memória, andando no meio do deserto, no meio de tempestades de raios. Sem contar o medo constante que eu sentia de algum dos meus favoritos morrer. Eu gostei do segundo livro tanto quanto do primeiro (ou seja, gostei, mas nem tanto), mas achei que a maioria dos novos personagens não convence. Eu fiquei desconfiada da maioria deles o tempo todo, e eu estava quase igual aos Clareanos, me sentindo um experimento exposto a diversas variáveis, esse livro sendo uma delas, porque eu não tava entendendo nada.
Mas se eu achava que eu não estava entendendo nada antes, em A Cura Mortal eu tinha certeza e, para piorar, parece que o James Dashner também estava mais perdido que Corredor novo no Labirinto depois que as portas fecham. Sequencias confusas, diálogos bizarros, plot twists nada emocionantes. De uma maneira geral, eu gostei do livro, mas eu senti que o autor sabia onde queria chegar, mas não tinha certeza do caminho a seguir, e por isso foi meio que na doida. Muita coisa ficou sem explicação, e eu entendo que talvez isso tenha ocorrido porque estávamos vendo tudo do ponto de vista do Thomas, e não ele não viu tudo. Mas, além disso, o livro parecia uma montanha-russa, cheia de sobe e desce, com algumas partes boas e com sentido, e outras nem tanto. E uns diálogos MUITO forçados (cena do Hans, alguém?).
De uma maneira conjunta, acredito que Maze Runner sofra o mesmo mal que muitas séries de livros: o desgaste ao longo da história. É quase como se o autor tivesse tido a ideia do primeiro livro, e depois foi criando algo além daquilo, e vendo o que saía. Também acredito que alguns personagens não são bem construídos, e não me convenceram de jeito nenhum. É uma boa trilogia, mas nada extraordinário. 

Correr ou Morrer

Prova de Fogo

A Cura Mortal


quinta-feira, 19 de março de 2015

Desafio Literário 2015: Que Você Tenha Comprado Apenas Pela Capa: Por Lugares Incríveis

"Não julgue um livro pela capa."  Quantas vezes já ouvimos isso? E aí me vem esse ponto no desafio de ler um livro que comprei SÓ pela capa. Para mim pareceu impossível no momento. Geralmente, além de ler a sinopse, eu costumo entrar nas páginas do Goodreads, do Skoob... Vejo as notas, pequenas resenhas sem spoiler. E desse vez eu não podia fazer nada disso. Então acabei mudando a maneira que eu funciono em livrarias. Eu comecei a entrar nelas e sair procurando capas bonitas. Um dia eu cheguei no ponto de pedir para uma vendedora me indicar um livro que a capa fosse bonita. Mas ou o que eu achava não me dava vontade de ler, ou eram livros que eu já queria ler independentemente da capa. Então um dia no Skoob eu vi a propaganda do lançamento de Por Lugares Incríveis. Guardei o nome do livro e não procurei nada sobre ele. Voltei na livraria e comprei, sem procurar saber mais nada.


Eu descobri depois que a hype em torno desse livro está grande, e os direitos cinematográficos foram comprados antes mesmo do lançamento, e Elle Fanning já está ligada ao projeto! E descobri também que falam que o livro é considerado uma mistura de A Culpa É Das Estrelas (que amo) com Eleanor e Park (pra sempre no meu quero ler). Mas a última coisa que eu descobri: que ler um livro pela capa coloca minhas expectativas lá embaixo, porque eu vou ser sempre pessimista, mesmo com capas bonitas.  Agora, chega de descobertas, vamos ao livro.
Por Lugares Incríveis é a história de Theodore Finch e Violet Mackey (contada do ponto de vista dos dois), que se conheceram na torre do sino da escola, quando estavam prestes a pular. Finch é um garoto problema, com uma família que não liga muito para ele, e uma fascinação por morte. Já Violet ainda sofre com a perda da irmã, que morreu em um acidente do qual ela saiu viva. Os dois fazem dupla em um projeto de geografia, no qual eles tem que conhecer lugares turísticos e diferentes do estado de Indiana, e, em meio a suas andanças, acabam se aproximando.
A narrativa de Por Lugares Incríveis, apesar despreocupada em alguns momentos, chega a ser tensa em outros. Em boa parte do livro eu consegui rir, e me divertir junto com os personagens, mas em outros é possível sentir o peso do que é tratado. A autora, Jennifer Niven, escreve ao final do livro que um dos objetivos dela era, justamente, abordar o tema do suicídio abertamente, e tentar tirar o estigma presente em torno do tema, e para que mais pessoas procurem ajuda, e que mais pessoas tentam ajudar aos outros.
Quando eu finalmente li as resenhas sobre o livro, muitas pessoas o acusavam de ser um clichê, de não tratar do tema da maneira correta, e de ser raso. Talvez eu posso concordar com algumas coisas, mas, mesmo assim, eu gostei da leitura. E eu recomendo que outras pessoas leiam o livro. E não pela capa.


terça-feira, 3 de março de 2015

Desafio Literário 2015: Que Tenha Mais de 100 anos: Jane Eyre

Fevereiro acabou, já estamos em Março e todo mundo provavelmente pensou que eu abandonei meu desafio literário. Mas segundo o Goodreads, eu ainda estou com minhas leituras adiantadas. O problema é que meu semestre começou mais cedo, e durante fevereiro eu acabei tendo tempo de ler só um livro: Jane Eyre.
Assim como Emma, eu comprei minha cópia desse clássico da literatura inglesa há um ano e meio atrás, e só enrolei para ler. Mas a hora chegou, e finalmente parei com a procrastinação. Jane Eyre conta história de uma menina órfã que foi deixada aos cuidados da mulher de seu tio, e sendo constantemente maltratada e rejeitada, foi mandada para um colégio interno que funcionava sob um regime cruel, e, ainda assim, consegui manter seu espírito intacto. Depois de passar por tudo isso, Jane começa a trabalhar como governanta em Thornfield Hall, uma mansão sombria, com um dono misterioso. Diferentemente de Jane Austen, eu não estou tão familiarizada com as obras das irmãs Brontë, seja em forma literária ou em adaptações. Eu assisti a versão de 2011 de Jane Eyre há um ano, e não me lembrava de muitas coisas.
Jane Eyre é considerada uma obra gótica, e isso é completamente óbvio durante todo o livro. Em muitas partes é como se Jane estivesse vivendo em um verdadeiro pesadelo. Nos capítulo iniciais, que retratam a infância da protagonista, eu sentia uma áurea pesada ao ler, e uma revolta constante do modo como tratavam Jane, fosse na casa de sua tia, ou no começo de sua estadia na escola. Eu sentia a revolta e a frustração de Jane enquanto eu lia essas partes, e simplesmente não conseguia conceber aquele tipo de tratamento para uma criança. As coisas começam a melhorar quando ela vai para Thornfield Hall, mas tudo anda bem devagar, os capítulos se passam lentamente, e muitas vezes eu ficava cansada. 
A história parece realmente começar a ter ritmo com a chegada de Mr. Rochester, o dono da mansão, e empregador de Jane. Eu não sei como é o sentimento das pessoas que se consideram fãs do livro em relação ao Rochester, mas, sinceramente, eu espero que não seja bom. Rochester é um personagem completamente manipulador, tem umas coisas que ele fazia que eu não acreditava. O arco da redenção dele é bom, mas basicamente em relação a ele, só isso. Na verdade, eu acho que não gostei de nenhum personagem masculino do livro. St. John Rivers fica lado a lado com Rochester de terrível, e gostei menos ainda dele porque ele sempre falava de um jeito insuportavelmente terrível, como se fosse o dono da verdade, e se pudesse julgar a vida e as ações de todo mundo, e como se ele estivesse completamente certo em tudo, mas era um grande egoísta.
Mas as personagens femininas me agradaram muito. Tirando a Mrs. Reed, tia de Jane. Mas é claro que é Jane a melhor personagem de todas. Em uma época que as mulheres sofriam muito mais preconceito, ela é capaz de ser dona de sua própria vida, conversar com os homens de igual para igual, expressar sua própria opinião, e agir de acordo com o que acha certo, sem temer os outros. É a figura de Jane que faz com que a essa obra seja considerada feminista, e até revolucionária para a época.
Jane Eyre entra no Desafio Literário como "Um Livro que Tenha Mais de 100 anos", pois foi publicado em 1847, e vai completar 168 anos em outubro. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Desafio Literário 2015: Um Livro Que O Título Tenha Apenas Uma Palavra: Emma

A primeira vez que eu ouvi falar de Jane Austen foi por causa da adaptação de 2005 de Orgulho e Preconceito. Sejamos honestos, os livros dela são clássicos da literatura inglesa, e dificilmente tem fama nas escolas do Brasil. Pelo menos na minha não tinha, então, não, eu não conhecia os livos antes de conhecer qualquer adaptação. Logo que eu fiquei viciada no filme já mencionado, eu procurei o máximo de adaptações das obras da Jane Austen que eu consegui encontrar. E consequentemente quis ler os livros. Eu li Orgulho e Preconceito em 2012, e no ano seguinte, quando estava endoidando em um livraria londrina, eu escolhi Emma para ser minha segunda leitura da autora. Mas só fui realmente ler tudo esse ano, e aproveitei para colocá-lo no meu desafio.
Eu já vi três adaptações diferentes de Emma (a com a Gwyneth Paltrow, a minissérie da BBC e Emma Approved), então eu já conhecia e gostava da história. O fato de ter uma edição em inglês foi um dos motivos para eu ter demorado um pouco para ler esse livro. Não que a linguagem seja muito complicada, é até simples, se você parar e pensar que o livro completa 200 anos em dezembro, mas uma vez ou outra eu me peguei olhando no pequeno glossário ao final dele, porque algumas palavras e expressões simplesmente não faziam o menor sentido para mim.
Outro problema era eu conhecer tão bem a história. Eu sabia exatamente o que ia acontecer em todos os momentos, então eu não fiquei surpresa em nenhum momento, e não havia aquela curiosidade para saber o que ia acontecer, porque, dizendo pela milésima vez, eu já sabia tudo que ia acontecer.
Mas, ainda assim, eu acho completamente válida a leitura da obra original. Para mim, algumas coisas se destacaram muito mais na leitura do que em qualquer adaptação que eu tenha visto, além de reforçar o fato que Emma ocupa o segundo lugar no meu ranking das obras da Jane Austen (tendo em vista as histórias de uma maneira geral, já que eu não li todos os livros).
Quanto mais eu me aprofundo nessa história, mais eu gosto dela. Eu gosto de ver a jornada de descoberta da própria Emma, e o desenvolvimento da personagem é completamente maravilhoso. Emma não é uma heroína típica, para falar a verdade, em muitas partes do livro ela nem chega a ser isso. Mas a capacidade de aprender com os próprios erros é algo extremamente importante, e essa é a principal lição que a Jane Austen deixa com seu livro. E eu acho que é isso que faz com que a Emma seja uma das minhas personagens favoritas da literatura. Então é óbvio que eu amei ler o livro.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desafio Literário 2015: Um Livro Que Se Passe Durante o Natal: O Presente do Meu Grande Amor

No primeiro semestre de 2013 eu li um livro por qual me apaixonei completamente, e esse livro foi Anna e o Beijo Francês. Desde então, me comprometi a ler todo e qualquer livro que a Stephanie Perkins estivesse envolvida. Ainda no ano passado li Lola e o Garoto da Casa ao Lado e Isla e o Felizes para Sempre, e ainda em 2013 eu descobri que a Steph (que eu já considero minha amiga) estava organizando com histórias que se passariam durante o inverno. Foi para a minha lista de "Quero ler" sem eu nem piscar.
O Presente do Meu Grande Amor foi lançado lá nos EUA e por aqui no ano passado, e eu planejava lê-lo durante o mês de dezembro. Comprei a versão britânica no começo de novembro no Book Depository, mas ele demorou um pouquinho para chegar aqui, então acabei lendo só em janeiro. Ao longo desse post vocês vão ver fotos do meu livro, e vão entender o porquê de eu ter comprado a versão britânica hardback de um livro que já tinha data de lançamento no Brasil (ele é lindo!).
A coletânea tem 12 histórias, e nem todas se passam no Natal, mas, apesar disso, a maioria tem um clima bem natalino. Algumas são histórias de ano novo, de Hanukkah e até do solstício. Mas todas tem uma coisa em comum: são histórias de amor escritas por autores de Young Adult. Além de uma história da própria Steph (que é linda), há também histórias dos seguintes autores: Rainbow Rowell, Kelly Link, Matt de la Peña, Jenny Han, David Levithan, Holly Black, Gayle Forman, Myra McEntire, Kiersten White, Ally Carter e Laini Taylor. A Steph era a única que eu havia lido alguma coisa antes, e alguns eu nunca havia ouvido falar, mas outros já tem livros na minha lista para ler algum dia, e outros entraram com toda a certeza.
Mas uma coisa é importante dizer: eu não gostei de tudo. Apesar de algumas histórias serem lindas, fofinhas, e maravilhosas, outras pareceram completamente fora de lugar para mim. Em especial, três me deixaram bem desanimada: "A Dama e a Raposa" da Kelly Link não fez muito sentido para mim; já "Krampuslauf" da Holly Black foi uma das coisas mais loucas que eu li, e "A Garota que Despertou o Sonhador" foi sombrio demais para o tema que era proposto.
Em compensação outros foram amor puro: "Meias-Noites" da Rainbow Rowell foi a maneira perfeita de começar o livro; "Anjos na Neve" do Matt de la Peña foi excedeu minhas expectativas; "É Um Milagre de Yule, Charlie Brown" foi tudo que eu podia esperar de uma história da Stephanie, lindo e completamente empolgante; "Que Diabo Você Fez, Sophie Roth?" da Gayle Forman só me deixou com mais vontade de ler outros livros dela; "Bem-vindo a Christimas, Califórnia" da Kiersten White foi tão maravilhoso que eu nem sei expressar, nunca nem havia ouvido falar da autora, mas agora já procuro mais coisas para ler; e "Estrela de Belém" da Ally Carter fecha a minha lista de histórias que me fizeram gritar por dentro, e morrer de amor.
Já "Encontre-me na Estrela do Norte" da Jenny Han, "Papai Noel por Um Dia" do David Levithan e "Baldes de Cerveja e Menino Jesus" da Myra McEntire foram bons, mas não o suficiente para com que eu me apaixonasse, e isso me deixou especialmente triste no do David, porque eu sou doida para ler os livros dele.
No final, apesar de não ter gostado de tudo, O Presente do Meu Grande Amor foi uma leitura que valeu a pena, e eu não me arrependo nem um pouco de ter comprado essa edição maravilhosa.

Todas as fotos foram tiradas por mim (por isso tá tudo ruim), e a minha versão é a de capa dura do Reino Unido.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Desafio Literário 2015: Que Contenha Números no Título: 13 Pequenos Envelopes Azuis

Lá em 2013 eu coloquei 13 Pequenos Envelopes Azuis nas minhas listas de 'Quero Ler' no Skoob e no Goodreads, não porque eu me interessei pelo livro em si, mas porque eu estava curiosa para ler algo da Maureen Johnson. Corta para quase dois anos depois, e eu finalmente li o livro, e não fiquei muito satisfeita.
Em 13 Envelopes, Ginny recebe uma carta de sua tia, com instruções para ela comprar passagens de avião e atravessar o Atlântico sozinha, aos 16/17 anos. No total são 13 envelopes, como o próprio nome sugere, e assim que ela completa as instruções de um, pode abrir o próximo. A ideia é viver uma aventura, enquanto conhece a Europa. O único problema é... praticamente tudo. 
O meu nível de curiosidade para descobrir o que ia acontecer foi moderado, e eu continuei lendo mais para acabar do que por qualquer outra coisa. Ginny não me cativou em momento algum, e tudo pareceu completamente irrealístico. Sinceramente, é mais fácil acreditar em Harry Potter e Percy Jackson do que na estória de Ginny. E o problema disso tudo é que é um livro, e livros tem o objetivo de te fazer acreditar que tudo é possível. Mas é completamente impossível uma menina menor de idade ter autorização dos pais para viajar para outro continente sem saber para onde ela vai, seguindo as instruções deixadas pela tia que tinha fama de irresponsável. 
No final, 13 Envelopes serviu para riscar o item de "livros com números no título" do desafio, porque eu não encontrei nenhum outro na minha lista de 'quero ler'. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Desafio Literário 2015: Um Livro Que Relembre a sua Infância: O Último Unicórnio

Inicialmente, eu escolhi esse livro para representar o livro que virou filme, mas logo que comecei a pensar no que escrever, percebi que eu devia mudar isso. Eu me lembro muito dos filmes que eu cresci assistindo, a sua grande maioria da Disney, mas em meio a diversos VHS que eu ganhei de presente da minha madrinha, havia alguns que meu pai gravou filmes que passavam no Cartoon Network no final da década de 90. Além de diversas versões da Branca de Neve, A Torradeira Valente e Tu-tubarão, havia um filme que eu via repetidas vezes, e em todas as vezes ficava um pouco assustada. Era O Último Unicórnio. A memória dele sempre foi nítida para mim, e eu sempre estranhei ele não ser muito conhecido, porque para mim ele foi minha infância. 
Há alguns anos, quando eu e meu irmão tentamos transformar nossos antigos VHS gravados em DVD, só para descobrir que eles estavam estragados, nos jogamos em uma procura incessante pelo filme. Meu irmão chegou a encontrá-lo completo no youtube, dublado em espanhol. E eu descobri que antes de ser um filme, O Último Unicórnio era um livro. Não preciso nem dizer que, naquele momento, a leitura do mesmo se tornou obrigatória para mim. E depois de muito prolongar a espera, resolvi começar meu 2015 finalmente lendo-o. 
Em O Último Unicórnio, Peter S. Beagle conta a história da unicórnio que, ao descobrir ser a última de sua espécie no mundo, deixa sua floresta e busca descobrir o que aconteceu com os outros. Em sua jornada ela ouve a lenda do Touro Vermelho, e se encaminha para um reino distante no qual acredita que os outros unicórnios desapareceram. A ela se juntam o mágico Schmendrick, que quase nunca consegue fazer mágica, e Molly Grue, que fazia parte de um grupo de foras da lei.
A versão que li foi em inglês, porque não consegui encontrar nenhuma em português, mas foi uma leitura completamente tranquila e mágica. Eu sempre gostei da história, e lê-la foi fascinante. Eu conseguia enxergar cada acontecimento perfeitamente enquanto lia, desde o próprio unicórnio, até a borboleta, Schmendrick, Molly Grue, a árvore encantada, o gato e a caveira. 
Tenho consciência que se o filme não fizesse parte da minha infância, eu poderia não ter gostado tanto do livro. Mas O Último Unicórnio é tido por muitos como leitura obrigatória para os fãs de literatura fantástica. Inclusive, durante o ano de 2014, o filme teve exibições especiais em diversas salas de cinema dos Estados Unidos, inclusive no cinema de George R. R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo.
Por ter sido tão baseada no sentimentalismo, eu não acredito que outras pessoas fossem gostar do livro tanto quanto eu gostei. Não imaginando outros gostando nem do filme, principalmente por se tratar de uma animação da década de 80, já ultrapassada. Mas se você se interessar, recomendo que pelo menos dê uma chance ao filme, que eu ainda revejo uma vez ao ano. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Desafio Literário 2015

Começo de ano é a época das resoluções, e desde 2013 eu tenho feito a minha em forma do desafio de leitura do Goodreads. Em 2013 eu não consegui concluir o desafio (e nem lembro quantos livros havia proposto para mim mesma, porque apaguei  a minha antiga conta), mas em 2014 eu consegui concluir o desafio de ler 20 livros. Na verdade, eu li mais do que isso, se eu for contar os livros lidos para o mestrado, mas eu não faço isso. Esse ano, eu me desafiei a ler 22 livros, como pode-se notar pelo widget aqui do lado. Mas hoje cedo no instagram eu vi um post de um conhecido meu, e resolvi me aventurar.
O blog Avec Mes Louboutin propôs, baseado em um do Popsugar, um desafio literário bem específico. Ele consiste em especificar os tipos de livros a serem lidos. O desafio em questão  tem exatamente vinte e dois livros (já que uma das caixinhas fala de uma trilogia inteira), e eu resolvi tentar checar todas as caixinhas, ao mesmo tempo que tento ler os 22 livros. O post do blog em questão tem uma lista muito bonitinha, que pode até ser imprimida. Mas como eu estou tentando diminuir o meu gasto com impressão, eu vou marcar os livros que eu ler através de posts aqui mesmo no blog. Além de ser uma bela desculpa para postar no blog.
Como eu já li dois livros literários esse ano, eles já vão para a lista, cada um eliminando apenas um dos itens. E isso vai ser a parte mais difícil. Um só livro pode eliminar mais de um item, mas acho que isso ia ser roubar, porém eu vou escolher o item que o livro vai representar. E tenho que escolher de maneira sábia. Afinal, eu posso escolher um livro pra representar um item que seria mais fácil encontrar outros livros, enquanto ele poderia representar outro que pode ser quase impossível de encontrar outros livros.
Todos os posts vão ser marcados como "Desafio Literário 2015", e aqui nesse post mesmo eu vou linkar todos, para ficar mais fácil de achar. E para quem está interessado em fazer também, e, quem sabe, até imprimir a listinha, é só ir lá no AML.



COM MAIS DE 500 PÁGINAS: Americanah - Chimamanda Ngozi Adichie
QUE VOCÊ TERMINE EM UM DIA: A Herdeira - Kiera Cass
QUE TENHA VIRADO FILME: Jurassic Park - Michael Chichton
QUE TENHA SIDO ADAPTADO PARA TV: The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan
QUE CONTENHA NÚMEROS NO TÍTULO: 13 Pequenos Envelopes Azuis - Maureen Johnson
QUE RELEMBRE SUA INFÂNCIA: O Último Unicórnio - Peter S. Beagle
QUE SEJA ESCRITO POR UMA MULHER: Eleanor & Park - Rainbow Rowell
QUE CONTENHA UMA COR NO TÍTULO: Hibisco Roxo - Chimamanda Ngozi Adichie
QUE TENHA SIDO PUBLICADO ESSE ANO: A Espada do Verão - Rick Riordan
QUE TENHA SIDO RECOMENDADO POR UM AMIGO: 
QUE O TÍTULO TENHA APENAS UMA PALAVRA: Emma - Jane Austen
QUE SE PASSA EM UNIVERSO COM MAGIA: As Crônicas de Bane - Cassandra Clare; Sarah Rees Brennan; Maureen Johnson
QUE TENHA MAIS DE 100 ANOS: Jane Eyre - Charlotte Brontë
QUE JÁ TENHA TE FEITO CHORAR: Um Dia - David Nicholls
QUE SEJA BASEADO EM FATOS REAIS: Eu Sou Malala - Malala Yousafzai
DE UM AUTOR QUE VOCÊ NUNCA TENHA LIDO ANTES: Garota Exemplar - Gillian Flynn
QUE VOCÊ TENHA COMPRADO APENAS PELA CAPA: Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven
QUE FOI PUBLICADO NO ANO EM QUE VOCÊ NASCEU: Un long dimanche de fiançailles - Sébastien Japrisot

Alguns livros eu já decidi quais vão ser, então já estão com os nomes aqui. Outros eu vou decidindo durante o ano. Se alguém tiver alguma sugestão de livro para algum desses pontos, estou mais do que aceitando!