Amizade, amor, encontros e desencontros. Essa é a história de "Um Dia" de David Nicholls. Emma Morley e Dexter Mayhell se conhecem no dia em que os dois estão se formando na faculdade, e o que parecia ter sido apenas uma noite juntos, se desdobra ao longo de anos.
A história é narrada em terceira pessoa, passando por diversos pontos de vista, mas, em sua maioria, nos de Emma e Dexter. Por vinte anos, vemos o que acontece a cada dia 15 de julho, dia de São Swithun. Passamos pelos vinte e poucos anos, e chegamos até os trinta e tantos anos dos personagens, observando as mudanças ocorridas em suas vidas, as dificuldades pelas quais passarão, as alegrias. O desenvolvimento dos personagens é primoroso, e, apesar de ter espaço para lacunas, nada parece sem explicação, mesmo que seja apenas nas entre-linhas.
Outro ponto positivo do livro é que a história parece real. Nicholls não escreve nada fantasioso e absurdo, e em alguns momentos eu me peguei me identificando com algumas situações. No entanto, apesar de todo o realismo, eu não gostei do final, e o achei um pouco desnecessário.
Quanto aos personagens, eu me apaixonei por Emma logo no começo, e achei a jornada dela esperançosa. Já Dexter... Eu não gostei dele. Achei uma pessoa detestável na maioria das vezes, que não me inspirou nem um pouco de simpatia.
Mas, afinal, por que o livro está riscando o item do choro? Bom, acho que isso é auto-explicativo. Eu chorei durante dois momentos distintos do livro, que eu não vou mencionar, porque spoilers. E acho que o choro me fez gostar mais do livro. Geralmente, eu gosto muito dos livros que me fazem chorar, porque eles me fazem sentir.

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