A primeira vez que eu ouvi falar de Jane Austen foi por causa da adaptação de 2005 de Orgulho e Preconceito. Sejamos honestos, os livros dela são clássicos da literatura inglesa, e dificilmente tem fama nas escolas do Brasil. Pelo menos na minha não tinha, então, não, eu não conhecia os livos antes de conhecer qualquer adaptação. Logo que eu fiquei viciada no filme já mencionado, eu procurei o máximo de adaptações das obras da Jane Austen que eu consegui encontrar. E consequentemente quis ler os livros. Eu li Orgulho e Preconceito em 2012, e no ano seguinte, quando estava endoidando em um livraria londrina, eu escolhi Emma para ser minha segunda leitura da autora. Mas só fui realmente ler tudo esse ano, e aproveitei para colocá-lo no meu desafio.
Eu já vi três adaptações diferentes de Emma (a com a Gwyneth Paltrow, a minissérie da BBC e Emma Approved), então eu já conhecia e gostava da história. O fato de ter uma edição em inglês foi um dos motivos para eu ter demorado um pouco para ler esse livro. Não que a linguagem seja muito complicada, é até simples, se você parar e pensar que o livro completa 200 anos em dezembro, mas uma vez ou outra eu me peguei olhando no pequeno glossário ao final dele, porque algumas palavras e expressões simplesmente não faziam o menor sentido para mim.
Outro problema era eu conhecer tão bem a história. Eu sabia exatamente o que ia acontecer em todos os momentos, então eu não fiquei surpresa em nenhum momento, e não havia aquela curiosidade para saber o que ia acontecer, porque, dizendo pela milésima vez, eu já sabia tudo que ia acontecer.
Mas, ainda assim, eu acho completamente válida a leitura da obra original. Para mim, algumas coisas se destacaram muito mais na leitura do que em qualquer adaptação que eu tenha visto, além de reforçar o fato que Emma ocupa o segundo lugar no meu ranking das obras da Jane Austen (tendo em vista as histórias de uma maneira geral, já que eu não li todos os livros).
Quanto mais eu me aprofundo nessa história, mais eu gosto dela. Eu gosto de ver a jornada de descoberta da própria Emma, e o desenvolvimento da personagem é completamente maravilhoso. Emma não é uma heroína típica, para falar a verdade, em muitas partes do livro ela nem chega a ser isso. Mas a capacidade de aprender com os próprios erros é algo extremamente importante, e essa é a principal lição que a Jane Austen deixa com seu livro. E eu acho que é isso que faz com que a Emma seja uma das minhas personagens favoritas da literatura. Então é óbvio que eu amei ler o livro.
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