Inicialmente, eu escolhi esse livro para representar o livro que virou filme, mas logo que comecei a pensar no que escrever, percebi que eu devia mudar isso. Eu me lembro muito dos filmes que eu cresci assistindo, a sua grande maioria da Disney, mas em meio a diversos VHS que eu ganhei de presente da minha madrinha, havia alguns que meu pai gravou filmes que passavam no Cartoon Network no final da década de 90. Além de diversas versões da Branca de Neve, A Torradeira Valente e Tu-tubarão, havia um filme que eu via repetidas vezes, e em todas as vezes ficava um pouco assustada. Era O Último Unicórnio. A memória dele sempre foi nítida para mim, e eu sempre estranhei ele não ser muito conhecido, porque para mim ele foi minha infância.
Há alguns anos, quando eu e meu irmão tentamos transformar nossos antigos VHS gravados em DVD, só para descobrir que eles estavam estragados, nos jogamos em uma procura incessante pelo filme. Meu irmão chegou a encontrá-lo completo no youtube, dublado em espanhol. E eu descobri que antes de ser um filme, O Último Unicórnio era um livro. Não preciso nem dizer que, naquele momento, a leitura do mesmo se tornou obrigatória para mim. E depois de muito prolongar a espera, resolvi começar meu 2015 finalmente lendo-o.
Em O Último Unicórnio, Peter S. Beagle conta a história da unicórnio que, ao descobrir ser a última de sua espécie no mundo, deixa sua floresta e busca descobrir o que aconteceu com os outros. Em sua jornada ela ouve a lenda do Touro Vermelho, e se encaminha para um reino distante no qual acredita que os outros unicórnios desapareceram. A ela se juntam o mágico Schmendrick, que quase nunca consegue fazer mágica, e Molly Grue, que fazia parte de um grupo de foras da lei.
A versão que li foi em inglês, porque não consegui encontrar nenhuma em português, mas foi uma leitura completamente tranquila e mágica. Eu sempre gostei da história, e lê-la foi fascinante. Eu conseguia enxergar cada acontecimento perfeitamente enquanto lia, desde o próprio unicórnio, até a borboleta, Schmendrick, Molly Grue, a árvore encantada, o gato e a caveira.
Tenho consciência que se o filme não fizesse parte da minha infância, eu poderia não ter gostado tanto do livro. Mas O Último Unicórnio é tido por muitos como leitura obrigatória para os fãs de literatura fantástica. Inclusive, durante o ano de 2014, o filme teve exibições especiais em diversas salas de cinema dos Estados Unidos, inclusive no cinema de George R. R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo.
Por ter sido tão baseada no sentimentalismo, eu não acredito que outras pessoas fossem gostar do livro tanto quanto eu gostei. Não imaginando outros gostando nem do filme, principalmente por se tratar de uma animação da década de 80, já ultrapassada. Mas se você se interessar, recomendo que pelo menos dê uma chance ao filme, que eu ainda revejo uma vez ao ano.
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