Mostrando postagens com marcador série do mês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador série do mês. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de abril de 2015

Série do mês (passado): House of Cards

Olá! Esse post deveria ter sido postado até terça... Mas não deu. Mas, sem mais demoras, vamos ao post da série do mês de março. HOUSE OF CARDS! Para quem não conhece, a série é da Netflix, e conta história de Frank Underwood, um político sem escrúpulos e sem limites. A série começou a ser disponibilizada na Netflix em 2013, e segue o clássico estilo do ~canal~, de colocar uma temporada inteira de uma vez (o que meio que obriga todo mundo a fazer binge-watching, porque ninguém, absolutamente ninguém, quer fazer isso), e a temporada mais recente, que é a terceira, foi disponibilizada no final de fevereiro. É agora que eu aproveito e falo que esse post terá SPOILERS das duas primeiras temporadas, e talvez um pouquinho da terceira, sim, foi mal, galera.


A terceira temporada começa com um salto de alguns meses em relação à segunda: Frank é presidente dos Estados Unidos, mas sua popularidade não está muito alta, tanto com a população, quanto em relação ao congresso. E é aí que nós vemos em torno do quê essa temporada vai girar. Nas temporadas anteriores, vimos Frank e Claire, sua esposa, fazendo de tudo para conquistar poder em Washington, indo de congressista a vice-presidente, e, finalmente, chegando ao cargo máximo dos Estados Unidos, depois de causar a saída do presidente anterior. Logo no final da segunda temporada, eu fiquei me perguntando: e agora? O que mais Frank e Claire podem querer? Mas era óbvio que eles enfrentariam problemas. Para começar, eles chegaram na Casa Branca por meio de falcatruas, e não por uma eleição, o que tira um pouco da legitimidade deles. Para piorar, ele nem foi o vice-presidente eleito! E não demora muito para os problemas internos e externos se ajuntarem a seus pés.


Acho que o que eu mais gostei de ver nessa temporada foi como a relação de Frank e Claire mudou nessa terceira temporada. O casamento dos dois que, apesar de problemas, parecia ser inquebrável, foi mostrando ter mais e mais fraquezas, e foi ficando claro que, talvez, os dois não tivessem sempre os mesmos objetivos. Tudo fica ainda mais claro depois da briga que os dois tem no avião, logo depois da viagem à Rússia. Aquela foi, sem dúvidas, a minha cena favorita da temporada. 


E é claro que o grande motivo desse enfraquecimento da união dos dois são as mudanças que a Claire sofre. Eu acho que a personagem com melhor desenvolvimento de toda a série é ela, e isso ficou ainda mais evidente nessa temporada. Desde o plot da ONU, passando pelo da Rússia, até ao da campanha, o que vemos é uma mulher mudando completamente o rumo de sua vida, e tomando decisões impressionantes e inacreditáveis. Eu não vou comentar muito mais, porque tenho um limite de spoilers, não se preocupem. 


Já o Frank só se firma como a pessoa péssima e desprezível que ele é. Como sempre, tudo que ele faz é voltado para o interesse próprio, até mesmo quando é algo que ajuda os outros. Mas acho que o que mais me deixou com raiva dele nessa temporada, foi toda a questão da Claire. Porque na maioria dos outros casos, eu estava quase torcendo por ele. Muitas vezes porque o oponente que ele tinha era pior, como o presidente da Rússia (qualquer semelhança com a vida real, mera coincidência, né). 

Outros personagens tiveram grande destaque nessa temporada (mesmo uns tendo plots meio zzz), e, de um modo geral, eu gostei muito da terceira temporada, mas a segunda ainda é a minha preferida. Vou terminar o post aqui, sem me demorar muito, porque o atraso para fazê-lo reduziu o meu ânimo. Como alguns já podem ter imaginado, não vai haver post dos links de março. Prometo que não abandonei o blog, meu desafio literário continua com tudo (no momento lendo a trilogia), e agora vocês vão ter posts mensais da Bianca para curtir também! 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Série do mês: Parks and Recreation

Sete temporadas se passaram e o que todos temiam aconteceu: Parks and Recreation foi finalizada. E se eu tivesse que definir o que estou sentindo em uma frase...


Para quem não tem felicidade completa na vida, aqui vai uma sinopse curta e rápida: Parks and Recreation é uma série de comédia da NBC, que segue o formato de "documentário", acompanhando os funcionários do departamento de parques e recreação da fictícia cidade de Pawnee, Indiana. Mas, verdade seja dita, Parks é muito mais que isso. É uma série genuinamente engraçada, não é apelativa, e tem personagens maravilhosos, que te ensinam tanto. Gente, eu vou pedir desculpa de uma vez, esse post vai ficar completamente cheesy, mas não tem outro jeito. Parks é o tipo de série que me faz ficar assim, e eu estou chorando desde terça porque acabou. Eu não consegui superar ainda.


Para falar de Parks é imprescindível falar de Leslie Knope. A personagem de Amy Poehler ama trabalhar no governo, e dedicou toda sua vida a isso. Quando criança Leslie provavelmente já estava montando um fichário com seu plano de carreira futuro, culminando na presidência dos Estados Unidos. E é a paixão que Leslie dedica a seu trabalho e seus amigos que move a série (as vezes a paixão por waffles também move uns plots).


Outra coisa maravilhosa sobre a Leslie é que ela é uma personagem completamente feminista, e isso é aludido constantemente na série. Só para citar alguns exemplos: em um episódio Leslie levanta a questão de diversas áreas do governo de Pawnee não terem mulheres trabalhando, e quando os homens tentam justificar esse problema falando que mulheres não são capazes de realizar o mesmo tipo de trabalho que homens, a Leslie convoca a April e as duas provam que mulheres podem sim fazer as mesmas coisas.

Mas a Leslie ser maravilhosa não para por aí. Transborda dela, e inunda tudo ao redor. A amizade dela com Ann Perkins, a personagem da Rashida Jones, começa junto com a série, e nós a vemos sendo desenvolvida e crescendo ao longo dos episódios. E é lindo ver uma amizade entre duas mulheres tão forte na TV. E é sempre bom aprender novos elogios para falar com os amigos (meu favorito é beautiful tropical fish).

Outra amizade da Leslie que eu acho sensacional é com o Ron. Os dois são completamente opostos, a não ser que o assunto seja café da manhã, mas, além de conseguirem trabalhar juntos, são melhores amigos. Quando se trata de ajudar um ao outro, eles estão sempre lá, cada um de sua maneira, seja mais efusivamente (Leslie, obviamente), ou mais silenciosamente (Ron). E apesar de alguns problemas, o que é completamente normal, tudo sempre fica bem. Além do fato que Ron fucking Swanson é simplesmente sensacional.


E como falar das relações da Leslie com os outros personagens e não falar do Ben? Se eu fosse fazer um dicionário de termos de internet, Ben e Leslie seriam a definição de OTP (One True Pairing). Os dois são meu casal favorito da série, e são perfeitos um para o outro, e é lindo ver como eles estão constantemente se apoiando, sempre procurando resolver as coisas de uma maneira que seja boa para os dois, e, ai, esses dois são lindos demais.

April, Andy, Donna, Jerry/Terry/Garry, Tom, Chris... Eu queria tanto falar de todos, mas esse post já está muito gigantesco, e como eu quero que vocês leiam tudo, eu vou deixar as coisas mais interativas.
A April sempre foi uma personagem que eu amei. O jeito dela é completamente sarcástico, e ela diz não se importar com nada, mas por dentro ela é completamente o contrário, e eu acho maravilhoso. Além do fato de que eu amo o tipo de humor que ela gera.

O Andy começou como um personagem insuportável, mas acabou virando um amor. Ele é meio bobo na maioria do tempo, mas é esforçado e sempre ajuda todo mundo. Gente, (SPOILER pra quem não viu) ele fechou o teste escrito da prova de polícia, mas foi reprovado porque ele era muito bonzinho.(Acabou spoiler). Sem contar que ele com a April é muito fofo. 

A Donna é maravilhosa! Ela é o tipo de personagem que eu não consigo explicar o quão maravilhosa, sem contar que tem uma das melhores dicas de vida da série.


O Jerry (dscp, Jerry, só vou te chamar de Jerry pra sempre) é muitas vezes o alívio cômico, e o bode expiatório dos problemas do parks department. Mas o sensacional é que apesar dele parecer ser um desastre em forma de gente, ele tem uma vida sensacional com a família dele. E no final das contas, todo mundo que trabalha com ele gosta dele. Mesmo que ninguém tenha coragem de admitir.

O Tom... As vezes eu amo, as vezes eu não suporto. Mais não suporto do que gosto. Na maioria das vezes ele é imaturo, irresponsável, insuportável. Ele aprendeu muito com os milhões de erros, e acabou melhorando. Mas nem tanto. Até na última temporada tinham uns episódios que eu queria bater nele. Na verdade, eu acho que quis bater nele no finale.

O Chris é literalmente o personagem mais desajustado da série. Porque eu literalmente nunca vi alguém tão desesperado com tudo. Mas, para falar a verdade, as vezes eu literalmente me identifico com ele. Porque sempre temos momentos de desespero.

Isso falando só dos personagens principais. Porque tem tantos outros maravilhosos. Alguns que apareceram em um episódio só, ou que voltaram várias vezes. E a série teve cenas memoráveis, acontecimentos que marcaram. Foram tantos momentos ao longo de sete temporadas que eu poderia ficar aqui para sempre. E ainda ia ser difícil explicar tudo. Porque Parks é o tipo de série que não te faz só rir. Parks me fez pensar, refletir. Sentir. E agora esse texto ficou mais cheesy que o previsto. E é por causa disso que Parks and Recreation é minha série de comédia favorita. E se você ainda não viu, dê uma chance. Mas eu já te aviso que você provavelmente vai ficar igual a mim e ao Andy quando terminar. 


Farewell, Parks. I loved you and I liked you.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Série do mês: Pushing Daisies

Qualquer um que tenha um conhecimento mínimo de séries já ouviu falar de Pushing Daisies. E principalmente já ouviu alguém reclamando da ABC ter cancelado a série. Finalmente eu posso me juntar a esse coro. POR QUÊ, ABC? POR QUÊ?


Pushing Daisies nos apresenta Ned, que tem o poder de trazer plantas, animais e pessoas de volta à vida. Mas existem alguns poréns. Primeiro toque, vida. Segundo toque, morte. Pra sempre. E quando ele deixa alguém vivo por mais de um minuto, outro alguém tem que morrer. Ned descobre seu poder ao ressuscitar seu cachorro, mas só fica ciente das consequências depois da morte da sua mãe. Tudo isso quando ele ainda era criança. Já adulto, Ned se torna the pie-maker (me recuso a traduzir, desculpa mundo), e usa seu poder para ajudar nos casos do investigador criminal Emerson Cod. Até aí tudo bem, até que seu amor de infância, Charlotte 'Chuck' Charles (eu simplesmente amo quando falam o nome dela todo) é assassinada, e Cod é contratado para investigar o ocorrido, e Ned deixa Chuck viver. 
E é aí que Pushing Daisies começa. Chuck e Ned começam a viver juntos, e se apaixonam, e namoram. Isso sem nunca poderem se tocar. A cada episódio temos cenas lindas e fofas, daquelas que aquecem o coração mesmo. E uma fotografia linda, tudo maravilhosamente colorido, e bem upbeat. Mas sabe o que é melhor ainda? Tudo isso em meio a diversas investigações criminais, algumas, inclusive, completamente bizarras! Isso dá um contraste maravilhoso com a fofura da série (and I'm a sucker for procedurals)
Outro ponto positivo é que todos os personagens são ótimos. Amo o Cod e a Olive... Ah, a Olive! Gente, como eu amo a Olive. Principalmente quando ela começa a cantar do nada, e Kristin Chenowet, que mulher maravilhosa. E as tias da Chuck, Lily e Vivian, são outro contraste maravilhoso às cores da série, por causa das personalidades de ambas. E além dos casos de cada episódio, ainda tem as histórias dos próprios personagens, e que coisa linda é ver a evolução de cada um deles, ver cada história se desenvolvendo. Mas, infelizmente, como tudo que é bom dura pouco, a ABC cancelou a série com apenas duas temporadas, e ficamos cheios de perguntas, e chorando pelo potencial desperdiçado. 

Créditos de todas as imagens: a página do Facebook da série.

No entanto, apesar disso, eu ainda super recomendo, foram os 22 episódios mais fofinhos da minha vida de seriadora, e tenho certeza que um dia eu vou rever tudo, porque Pushing Daisies é desse tipo de série.