sábado, 8 de agosto de 2015

Cinema: Belle

Eu amo filmes de época, mas às vezes eles acabam parecendo mais do mesmo. É quase como se não houvesse escapatória. Quase. Belle é a prova de que existem histórias ainda não contadas imensamente interessantes, diferentes e com diversidade. Baseado em uma história real, Belle nos apresenta Dido Elizabeth Belle, a filha ilegítima de um oficial da marinha real com uma mulher negra. Após a morte da mãe de Dido, seu pai a deixa sob os cuidados de seu tio, chefe de justiça do país. A menina é criada como uma lady junto com sua prima, mas por causa da cor de sua pele seus tios acreditam que ela não vá ser bem aceita na sociedade.

Gif por lochiels.tumblr
Grande parte do filme se passa no ano de 1783, quando o tio de Dido, o Conde de Mansfield, julgou um caso de fraude, que dizia respeito ao Massacre do Zong: nesse massacre o capitão do navio Zong matou as pessoas escravizadas que levava à bordo, jogando-as ao mar, e depois tentou obter o seguro. Esse caso contribuiu, posteriormente, para acelerar o processo de abolição da escravatura no Reino Unido. Além disso, ele é de extrema importância durante o filme. Através dele, Dido faz vários questionamentos sobre sua posição na sociedade, e demonstra seu interesse pela origem de sua mãe. 

Gif por lochiels.tumblr
Em um gênero tão marcado por bailes, jantares, caminhadas pelo campo, Belle se destaca por ir além disso, sem perder o ar que eu tanto gosto em filmes de época. Belle além de ser um filme belíssimo, é um filme necessário. Ele mostra a possibilidade e a necessidade de mais diversidade em todos os gêneros do cinema. 


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