Eu amo filmes de época, mas às vezes eles acabam parecendo mais do mesmo. É quase como se não houvesse escapatória. Quase. Belle é a prova de que existem histórias ainda não contadas imensamente interessantes, diferentes e com diversidade. Baseado em uma história real, Belle nos apresenta Dido Elizabeth Belle, a filha ilegítima de um oficial da marinha real com uma mulher negra. Após a morte da mãe de Dido, seu pai a deixa sob os cuidados de seu tio, chefe de justiça do país. A menina é criada como uma lady junto com sua prima, mas por causa da cor de sua pele seus tios acreditam que ela não vá ser bem aceita na sociedade.
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Grande parte do filme se passa no ano de 1783, quando o tio de Dido, o Conde de Mansfield, julgou um caso de fraude, que dizia respeito ao Massacre do Zong: nesse massacre o capitão do navio Zong matou as pessoas escravizadas que levava à bordo, jogando-as ao mar, e depois tentou obter o seguro. Esse caso contribuiu, posteriormente, para acelerar o processo de abolição da escravatura no Reino Unido. Além disso, ele é de extrema importância durante o filme. Através dele, Dido faz vários questionamentos sobre sua posição na sociedade, e demonstra seu interesse pela origem de sua mãe.
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Em um gênero tão marcado por bailes, jantares, caminhadas pelo campo, Belle se destaca por ir além disso, sem perder o ar que eu tanto gosto em filmes de época. Belle além de ser um filme belíssimo, é um filme necessário. Ele mostra a possibilidade e a necessidade de mais diversidade em todos os gêneros do cinema.

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